Dia de feira

por cesargatto

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Todo dia é dia de feira em alguma rua da cidade. Nas terças-feiras é a vez da rua do meu bairro. Antes mesmo do sol nascer, pequenos caminhões começam a descarregar as caixas com frutas, legumes, verduras, temperos e itens dos mais variados ao passo que os feirantes montam suas tendas e barracas. Então a rua é tomada pela feira e pela clientela que aos poucos se aproxima.
Minha mãe e eu chegamos em torno das dez horas. Estacionei o carro em uma das travessas e um jovem flanelinha pediu permissão para ficar de olho durante nossas compras. Não gosto de flanelinhas, mas fiz ‘sim’ com a cabeça.
Entramos na feira desviando dos clientes para chegar até a área de legumes. Os raios de sol brilhavam no asfalto passando por entre as brechas das tendas estendidas. O barulho dos feirantes vendendo seus itens era constante:
– Olha a laranja! Olha a laranja! A dúzia é 6! A dúzia é 6! Vem freguesia!
– Quatro peras e quatro maçãs é 10! Quatro peras e quatro maçãs é 10!
Um deles virou para nós:
– Bom dia, madame! Bom dia, corintiano! – e ofereceu um pedaço de uma fruta que até então eu desconhecia. Degustamos e de fato era uma delícia, mas resolvemos não comprar desta vez.
Chegamos na área de legumes e minha mãe verificava item por item para ver se estava estragado ou se tinha algum machucado, então os colocava dentro de um saco plástico disponível na barraca, o feirante pesava, cobrava, ambos agradeciam e partimos. A refeição da semana está garantida.
Depois dos legumes e das verduras, fomos até a área das frutas que por sinal é a seção da feira que eu mais gosto. Abacaxi, banana, melancia, mamão… uma mais gostosa que a outra. Escolhemos algumas e colocamos no carrinho. A sobremesa da semana também está garantida.
As compras da semana enfim teve seu desfecho.
Mas antes de irmos embora, aproveitamos para comer o famigerado pastel de feira. Eu escolhi o de pizza e minha mãe, o de calabresa. Compramos outros dois de carne para viagem e ganhamos um de queijo de brinde. Ao lado da barraca de pastel, havia uma camionete que vendia caldo de cana. Comprei um puro pra mim e minha mãe quis o de abacaxi. O legal é que quando o caldo de cana está chegando ao fim, o dono da barraca enche nosso copo novamente, é o famoso chorinho.
Fazer compras na feira é uma experiência bem gostosa, compramos o que precisamos, fazemos breves amigos sem saber seus nomes, as compras são feitas ao ar livre, fora que é muito bom estar em contato com esse calor humano.
Terça-feira que vem tem mais!

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